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Foco com dedicação: A trajetória de Marlon Rio, concorrente ao título de doutor mais jovem

Foco com dedicação: A trajetória de Marlon Rio, concorrente ao título de doutor mais jovem
04/04/2019

Muitos líderes mundo afora declaram ler com frequencia – e até dedicam pelo menos parte do seu sucesso a este hábito. Efetivamente, inúmeras pesquisas de várias partes do mundo comprovam que a leitura melhora as capacidades sociais e os resultados dos procedimentos de aprendizado. No entanto, para o doutorando Marlon Rio, ler e estudar é ainda mais valioso do que parece, principalmente na era da tecnologia em que vivemos. 

 

PAIXÃO POR LETRAS:

Me matriculei para o curso de Letras-Inglês na PUCRS, com o suporte da bolsa ProUni em 2011, com 16 anos e iniciei a faculdade no mês de Março, quando recém havia completado 17 anos. Sempre gostei de idiomas estrangeiros; desde que me lembro da minha infância, sempre gostei de escutar músicas em inglês e ficava horas em alguns dias tentando traduzir as músicas que ouvia, de maneira a treinar a pronúncia e aprender novas expressões. No entanto, sempre pensei em ser professor de história, uma vez que eu ainda gosto muito de aprender com o passado, com as gerações que nos antecederam, gostando muito, na época do Ensino Fundamental, de fazer apresentações de trabalhos na frente de meus colegas. Creio que no meio das comunicações, linguagens e histórias nasceu o interesse por estudar línguas, uma vez que história havia sido minha segunda opção de curso pela Bolsa ProUni; me lembro também de uma experiência que me impulsionou muito a trabalhar com línguas: uma vez, tive a oportunidade de participar de uma aula amostra de uma escola de idiomas e, apesar de não nunca ter estudado a língua inglesa, conseguia me comunicar com alunos de uma turma pré-intermediário, apesar de pequenos erros gramaticais que cometia.
 
Com o tempo, dentro da faculdade, percebi que o conhecimento das linguagens e línguas estrangeiras pode e, de fato, faz toda a diferença na vida das pessoas. Muitos dos problemas que hoje ocorrem entre os seres humanos se dão por conta de más interpretações de mensagens, de expressões corporais e faciais exprimidas entre diferentes falantes, sejam estes em contexto nacional ou internacional. Percebi também que o ensino e aprendizagem de línguas, as quais com muito amor ensino hoje em dia (inglês, alemão, italiano, francês, espanhol e português como língua estrangeira ou materna), me permite trabalhar com praticamente qualquer assunto dentro da sala de aula, indo muito além de uma aula que paute seu ensino apenas em estruturas linguísticas descontextualizadas, com meros exercícios de repetição, como se a aprendizagem de idiomas fosse apenas uma outra habilidade a ser conquistada. Nos movemos, nos expressamos e nos significamos através da linguagem. Não conheço algo mais essencialmente humano do que a linguagem. Não existiríamos e não significaríamos se ela não existisse. É uma grande responsabilidade lidar com algo tão inerentemente humano, mas ao mesmo tempo tão enriquecedor.
 


OBJETIVOS:

No momento, almejo finalizar o doutorado ainda no início do segundo semestre de 2019 (entre Julho e Agosto); tenho a intenção de trabalhar com o ensino de línguas estrangeiras bem como com a formação de professores (possivelmente, se Deus quiser, em uma universidade ou faculdade), desenvolver cursos e pesquisas com professores e estudantes de idiomas, de maneira a melhorar o cenário atual de ensino de línguas, o qual me parece ter sido muito pautado no ensino de estruturas descontextualizadas da realidade de nossos alunos.

 

CURRÍCULO ACADÊMICO:

Atualmente sou doutorando em Linguística Aplicada na Universidade Vale dos Sinos (UNISINOS), mestre em Letras (Linguística) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, especialista em Educação e Contemporaneidade pelo Instituto Federal Sul-riograndense (IFSUL-RS), licenciado e laureado em Letras-inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Sou também estudante do curso de Pós-Graduação em Metodologia para o Ensino Superior e EAD pela Faculdade de Educação da Lapa (FAEL-USA), estudante do VII semestre do curso de graduação em Letras-Espanhol pela mesma Faculdade (FAEL-USA) e estudante do I Semestre de Teologia pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI). Tive a oportunidade de ser autor de livros, artigos e capítulos de livros com foco no ensino e aprendizagem de língua inglesa. Faço parte do grupo de pesquisa A ação colaborativa e as tarefas pedagógicas no ensino e na aprendizagem de línguas estrangeiras, na UNISINOS, desenvolvendo pesquisas na área de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. Possuo também experiência no programa de intercâmbio internacional na China (TOP CHINA - Santander) na Universidade de Jiao Tong em Xangai, onde pude dar aulas de língua inglesa para alunos chineses de nível avançado. Possuo experiência em aprendizagem de línguas adicionais além da língua inglesa e espanhola (alemão, italiano, francês, mandarim, japonês, russo e hebraico). 
 
Tenho experiência em tradução (Inglês-Português) pela plataforma Coursera (em parceria com a Fundação Lemann), traduzindo cursos online de renomadas universidades com cursos de excelência e qualidade a alcance mundial. Sou revisor das revistas Aviation in Focus pela PUCRS, Revista Bem Legal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), revisor da revista Brazilian English Language Teaching (BELT) pela PUCRS, do Brazilian Journal of Biology pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e do Ethical Lingua: Journal of Language Teaching and Literature, da Universitas Crokoaminoto, na Indonésia. Possuo também experiência em Iniciação Científica na área de Bilinguismo e Neuropsicolínguistica, em especial na área de ensino e aprendizagem de língua inglesa e no uso de tecnologias em aulas de inglês em ambientes presencial e online. Fui professor de Língua Inglesa no curso PRONATEC, oferecido pelo Governo Federal, tendo também experiência em escola pública municipal por 2 anos, posteriormente sendo professor de língua inglesa por quatro anos na escola CNA Idiomas e exerci a função de Coordenador Pedagógico e professor de língua inglesa na Academia de Inglês Washington em Charqueadas. Atualmente sou professor de língua inglesa no colégio Batista em Porto Alegre e professor particular de Alemão (níveis básico e intermediário), Espanhol (níveis básico e intermediário), Francês (níveis básico e intermediário) e de Inglês para negócios (Business English) para gestores, gerentes, coordenadores empresa internacional GKN Driveline, na filial de Charqueadas. Sou professor de escola bíblica na igreja Quadrangular em Charqueadas, ministrando aulas relacionadas à Teologia Sistemática, Apologética, Hermenêutica Bíblica, História da igreja, entre assuntos correlatos. Sou um possível candidato a me tornar o doutor mais jovem na história do Brasil (com 25 anos, em 2019). 

 

TRAJETÓRIA ACADÊMICA:
 
Me formei no Ensino Fundamental com 13 anos, no Ensino Médio com 16 anos, na primeira faculdade (Letras-Inglês) com 20 anos, em um momento em que pude também realizar, no último semestre de 2014, a viagem para a China, em um intercâmbio pelo Santander Universidades, programa de bolsas destinado a alunos que almejam estudar na China por um mês; logo quando voltei da viagem, finalizei o trabalho final de curso (TCC), estudei para a prova do Mestrado em Linguística, à qual fui aprovado, para iniciar o mestrado em 2015; no mesmo ano, pude também iniciar meu primeiro curso de especialização em Educação, pelo IFSUL-RS. Terminei o mestrado em um ano e meio, em 2016 e, no final deste ano, entrei para o doutorado em Linguística Aplicada na Unisinos. Neste meio tempo, comecei similarmente a segunda faculdade de Letras-Espanhol, por uma outra instituição, curso ao qual estou em seu término em 2019. 

 

DOUTORANDO:

Minha pesquisa de doutorado baseia-se em três pilares: o uso de tecnologias digitais, aprendizagem colaborativa e ensino da oralidade em língua inglesa no contexto da escola pública. Esta pesquisa é fruto de muitas leituras e aprendizagens dentro da escola pública, escola de idiomas e demais tipos de cursos possíveis no ensino de idiomas. Primeiramente, tenho notado como nosso mundo está permeado de tecnologias que estão intrinsecamente ligadas, das ações mais simples às mais complexas (usar o despertador do celular, fazer o pagamento de uma conta pelo smartphone, baixar vídeos e enviar emails, atividades que também podem ser feitas por um "simples" recurso tecnológico); diante disso, percebi como há estudos que enfatizam o potencial papel do uso de tecnologias digitais par ao ensino de línguas, uma vez que alunos mais jovens geralmente estão interconectados por conta das constantes mudanças tecnológicas emergentes no atual mundo globalizado em que vivemos.

Tenho percebido também que quando a aprendizagem e ensino de idiomas acontecem de maneira colaborativa e não competitiva na sala de aula, maiores são as chances de se haver uma aprendizagem significativa para ambos professor e aluno. Dessa maneira, trabalho com os alunos dentro de uma perspectiva em que todos os alunos podem colaborativamente trabalharem, contribuindo uns com os outros sobre os mais diversificados conhecimentos dentro da sala de aula e fora dela (por intermédio de tecnologias digitais empregadas para a aprendizagem de língua inglesa).

O foco no ensino da oralidade - a fala -  (embora as outras habilidades (leitura, escrita e escuta) também tenham sido trabalhadas) se dá pelo fato de esta ser uma das mais complexas para se trabalhar em sala de aula. Vários são os alunos particulares que possuo, os quais vêm de outros cursos, com seus certificados, mas, com pouca fluência oral, não sabendo se comunicar até mesmo em situações cotidianas mais simples. Para se comunicar em um novo idioma, é necessário fazer uso da pronúncia, palavras, expressões, gírias e se comunicar de maneira interativa ( e não robótica) no idioma, de maneira que a comunicação ocorra de modo mais naturalmente humano possível. Para que isso ocorra, muitos e complexos são os empenhos feitos para que isso ocorra fluida e tranquila.

Acredito ser um grande desafio ter trabalhado com todos esses aspectos dentro do contexto da escola pública, do qual muito se tem falado como sendo um lugar em que se aprende apenas o verbo to be eternamente. Dentro do projeto My city, my world (Minha cidade - meu mundo - nome do projeto dado pelos alunos), foi possível trabalhar junto com a professora em e fora da sala de aula assuntos relacionados à apresentação da nossa cidade (Charqueadas), de maneira que os alunos pudessem se comunicar significativamente e sobre aspectos relacionados à realidade local destes. Grandes foram os aprendizados, os trabalhos e as lições tiradas desse engenhoso trabalho!
 


CONSELHO:

Acredito que o foco nos estudos é importantíssimo nos dias atuais (na verdade, acredito que sempre foi); dentro da sociedade da Informação ou do Conhecimento, saber fazer uso de maneira prática e efetiva é um desafio em tanto para poder ser um profissional de sucesso. Hoje em dia, com a expansão de possibilidades de cursos oferecidos a distância, é realmente imprescindível que se saiba escolher cursos com qualidade, uma vez que maior tem sido o número de pessoas que se formam em um curso superior; no entanto, somente o foco nos estudos é que vai fazer alguém se destacar diante dos outros profissionais, uma vez que o mero acúmulo de conhecimento não irá garantir consequentemente o processo profissional logo após a formação inicial. Na área de aprendizagem de idiomas (que faz parte da minha primeira formação em Letras-Inglês), nunca ouvi de algum aluno algo como "que pena que estudei mais um pouco de inglês" ou até mesmo "que pena que eu falo essa língua estrangeira". Todo estudo requer um esforço. Todo esforço é seguido de uma recompensa. E essa recompensa pode ser a conquista de um sonho que alguém muito lutou na vida para ter ou viver.

 

EXPERIÊNCIA IERGS UNIASSELVI:

Minha experiência com a Uniasselvi tem sido de muitos aprendizados, uma vez que consigo fazer uso dos conceitos, teorias e engendramentos teórico-metodológicos na área com a qual lido: o ensino da Teologia, dentro da igreja local a qual congrego. Tenho por certo que os conteúdos, atualizados diante das necessidades do mercado de trabalho, aliados a um ambiente virtual de fácil e pronto acesso, são capazes de me proporcionar experiências de aprendizagem significativas, as quais irão contribuir para o propósito para o qual iniciei minha terceira graduação, o qual se iniciou desde que me converti ao cristianismo, aos treze anos de idade: aprofundar-me nos conhecimentos teológicos e fazer uso deles de maneira eficaz, profissional e ética.

Na disciplina Perspectivas Profissionais, por exemplo, pude resignificar um pouco de minhas práticas pedagógicas de ensino da teologia, no momento em que aprendi sobre a evolução da tecnologia e sobre como ela está atrelada a tudo o que fazemos no cotidiano. Muitas disciplinas têm também me ajudado a perceber como o curso de teologia é importantemente relevante para o contexto atual em que estamos, uma vez que o mundo atual encontra-se cada vez mais pluralístico e as pessoas procuram uma base para a fé delas, bem como para as cosmovisões (visões de mundo) que possuem, o que muito é refletido na disciplina de filosofia, logo no primeiro semestre. Isso me traz à lembrança o que foi escrito por Pedro, discípulo de Jesus, o qual disse certa vez: Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês, contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias (1Pedro 3.15).

A formação que estou tendo na Uniasselvi me possibilita não apenas o preparo acadêmico e intelectual, os quais são importantíssimos para poder atuar no mercado de trabalho do século XXI, mas para meu entendimento espiritual de minha própria fé. Destarte, posso aprender a conhecer-me a mim mesmo, como dizia Sócrates, e, com isso, poder responder aos desafios postos à fé cristã, àqueles que pedirem a razão/motivo de se acreditar em algo (ou Alguém) que é mais real do que o próprio ar que respiramos. Como dizia Santo Agostinho, grande filósofo cristão da idade média, "Se não podes entender, crê para que entendas. A fé precede, o intelecto segue.".

Agradeço à Uniasselvi por todo o suporte pedagógico, metodológico e teórico recebido até então.

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